O autor de Alienação Zorziana (www.alienacaozorziana.blogspot.com)

Quando a puta da dor de cabeça supera a vontade de acabar o dia. Quando o trabalho traduz o guito e o guito não nos sugere nada para atenuar o puto do tédio. Religiosamente, o mesmo olhar para as horas sem dar tempo de iludir a memória. Lá fora, a vida vai sendo adiada – aliás, incessantemente! Até ao rodar do torniquete, sou mais um número situado na ordem dos milhares; extramuros, sou um algarismo pequeno para ti e encurtado com o interagir das nossas vontades. Por vezes, somos só o 2… Mas atrás do torniquete, o cômputo é elevado e sou absolutamente irrelevante para quem de perfil megalómano.

10. Alexandre e o Finley

O Alexandre era o gajo que me vendia mel de toda a parte menos de São Francisco. A última vez que nos encontrámos, entre o fumo atordoante e reconciliador, disse-lhe "Men, curto-te bué, men...". "Zorze, tu é que és grande, maluco!". Depois desse dia, em que nos encontrámos tardiamente na street (foda-se, street soa sempre bem), nunca mais o vi. Sumiu-se; julgo que se evaporou para o Hawai. Ainda hoje penso que morreu na tubagem. Tudo isto para dizer que ouvi este senhor hoje e era um gosto musical que eu e o Alexandre partilhávamos a 100%. O resto não! Comprava-lhe a 20 euros a língua!



"Olha Zorze: pássaros-cometas a caminho do Hawai"

1 comentários:

rosa disse...

eu também gosto.

o mel da foto é evidente.

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